Se há uma coisa certa que vem com o tempo são as dores. Musculares, ósseas, articulares, emocionais, psicológicas, de toda ordem. Não sei como aconteceu com vocês, mas comigo foi de repente. Uma manhã acordei com dores nas juntas das mãos. Um exame médico esclareceu que o problema era artrose, mas aproveitei para checar outras dores que sentia pelo corpo. A cervical, por exemplo, é uma dor integrada á musculatura do pescoço e dos ombros, onde a postura incorreta de sentar e usar o computador, somada ao stress diário acentuam ainda mais o problema, que é conhecido em todo mundo como text-neck. Na região do quadril, minhas dores manifestam-se nas costas, na conexão da bacia com a coluna vertebral e lateralmente na intersecção com o fêmur, limitando sobremaneira determinadas atividades físicas como ginástica aeróbica, alongamentos, corridas e mesmo algumas posições do pilates e da yoga. Essa zona do nosso corpo é povoada de músculos que se entre-cruzam e de nervos sensíveis, como o tal ciático, que provoca dores agudas que se estendem até as pernas. Quem já sofreu com o ciático sabe do que estou falando.
Conversando com fisioterapeutas e ortopedistas a gente descobre que boa parte desses problemas seriam atenuados se tivéssemos informações prévias a respeito do funcionamento do nosso corpo. Teríamos evitado excesso de atividades físicas, posturas incorretas e também o sobrepeso, que além de outros problemas para saúde, sobrecarrega o joelho, que é uma articulação muito sensível. É raro alguém com 50 anos ou mais não sofrer com problemas de ligamento ou menisco.
Na verdade, a função desse texto não é falar de dores – que são um saco mesmo – mas sim de como lidar com elas. Um aprendizado que exige conhecimento e paciência e que eu quero compartilhar com vocês aqui no Linkedin, para ver se juntos descobrimos formas inovadoras e menos danosas para saúde de como enfrentá-las, pois chegam sem aviso prévio e só se acentuam com o passar do tempo.
Minhas pesquisas estão muito centradas na consciência do agora, mas fuçando aqui e ali fiz algumas descobertas interessantes, que estou experimentando. Uma remete à necessidade resgatarmos questões mal resolvidas do nosso passado, que habitam a nossa psique e que confirmam a tese de que muita coisa que acontece na nossa mente reflete-se em nosso corpo na forma de dor. Minha fonte, neste caso, é o Dr. John Sarno, autor do livro “The Mindbody Prescription”, que reúne seus principais conhecimentos sobre a compreensão e o tratamento da dor. Outra alternativa aborda a forma com que nos relacionamos com nosso corpo, porque a atenção – ou não – que dedicamos a ele exerce influência nas doenças e nas respectivas curas. Os autores dessa teoria são conhecidos: Deepak Chopra e Rudolph Tanzi e o livro que trata dessa tese se chama “The Healing Self”. E há uma terceira descoberta, mais polêmica, ligada ao uso de um óleo natural elaborado à base de cannabis (liberado pela ANVISA), que tem comprovado sua eficácia no tratamento de algumas patologias, entre elas o tratamento de inflamações musculares. Estou me dedicando a explorar os três caminhos. Vamos ver o que acontece, porque dor ninguém merece, né? Até.
